15.5.09

Notas do Cotidiano

A bula

Por esses dias estava lendo sobre o cotidiano. E o que me dizia o texto: o cotidiano é algo da ordem da rotina, do dia-a-dia, do particular, do acidental...
Instantes depois, percebo sobre a mesa da biblioteca uma bula de remédio deixada por alguém. Mais precisamente uma bula de um “contraceptivo de emergência que pode ser usado para evitar a ocorrência de gravidez...”.

Fiquei pensando comigo mesmo: quer situação mais cotidiana que esta? Não no sentido de nos depararmos com isso todos os dias, mas no sentido de uma situação como esta também fazer parte desse nosso dia a dia e que muitas vezes é fugaz, fugidio. E porque não da ordem da rotina? Do particular, do acidental...?

Os padres também amam

Li no jornal um dia desses algo que dizia mais ou menos isto. Com certeza o jornalista estava certo (desculpem antecipadamente a minha redundância). E fiquei refletindo: talvez o amor espiritual, o amor da ordem do metafísico não seja completo para o homem, este ser ainda não totalmente compreendido. Talvez lhe falte o outro lado, ou seja, o amor material, o amor que se sente, o amor físico, o amor do toque; o amor da sacanagem, da luxúria, do que pertence ao proibido, do que só se diz (e se faz) entre quatro paredes, do que não segredamos nem mesmo ao nosso melhor amigo; do que não se confessa e nem mesmo se escreve a não ser em livros como o da Bruna Surfistinha, por exemplo.

Para mim, o padre motivo de todo esse escândalo que a mídia tanto adora só cometeu um erro: o de ter filmado (e desta forma ter tornado público) o que pertence a vida privada.

Mensagem na porta do banheiro

“Procura-se macho
para namoro sério.
Telefone...”.

Namoro sério?
SÉRIO?

1 comentários:

George Ardilles disse...

A vida é assim.
Hehehhehe