Depois da tempestade, quero me perder na poesia do mundo;
das meninas bonitas que passam indiferentes, do perfume preso em seus cabelos...
Me perder no sorriso banguelo das crianças e procurar respostas pra suas
perguntas desconcertantes, me desligar por alguns segundos observando como elas
brincam distraídas criando mundos e personagens. Inventar estórias de dragões e
duendes...
Me perder num imenso jardim de grama bem verdinha observando
as plantas e as flores e como elas ficam felizes com a água que molha a terra.
Me perder nos sonhos e impedi-los de acabarem na hora H.
Me perder pela cidade andando por aí sem se preocupar com as
horas e o barulho dos carros. Esperar a noite cair e ajudá-la a apanhar as
estrelas que ficaram no chão. Sentar num banco de praça e esperar a chuva vir. E
que ela se misture as lágrimas que por certo escorrerão, irrigando meus olhos
pra que a poesia possa brotar mesmo que das adversidades.
... e se um dia me acharem por aí. Podem me deixar onde
estiver.

5 comentários:
que texto belo, me perdi nele. espero um dia me encontrar.
Exagero seu, Tyara. Mas que bom que gostou! E lembre-se sempre: "não vá se perder por aí" rs... Bj.
O mundo fica mesmo cheio de poesia após uma tempestade. Delícia é caminhar por aí depois que "estia" rs
O cheiro da terra molhada, folhas por toda parte... tudo limpo... o mundo de banho tomado.
Maravilha de texto Fabinho.
O cheiro de terra molhada não desperta só o sentido olfativo... Gostei das imagens de suas palavras: "o mundo de banho tomado"! Veleu pelas constantes visitas, Helen.
Eu que lhe agradeço por fazer chover no meu quintal após 3 meses de seca rs Trouxe à tona deliciosas memórias sensoriais.É sempre um prazer visitar! ^^
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