8.9.11

Planos e cotidiano



E o que é a vida se não planos e cotidiano? Às vezes estamos tão embriagados com nosso dia a dia que nem mesmo nos damos conta de que a vida nada mais é que um simples piscar de olhos de Deus. E neste interstício de tempo em que os olhos supremos se fecham e tornam abrir já se foi uma vida pra dar início a outra.
O homem dividiu o tempo em horas, minutos e segundos... Além disso, passou a viver numa sociedade complexa e caótica que lhe dar a sensação de um tempo que pode ser fracionado e que tudo tem sua hora, funcionando de acordo com as fases biológicas pelas quais atravessam o ser humano no que se convencionou chamar de geração: hora de brincar, hora de estudar, hora de namorar, hora de se casar, hora de se reproduzir e hora de morrer.
E no girar desta roda da vida planejamos nossa própria vida em relação a nós mesmos, assim como em relação a outros... Planos que se realizam ou não de acordo com as contingências. E neste meio tempo vamos vivendo com base nas regras e convenções; ora obedecendo-as, ora não. Outrora criando novas regras...
E o que seria de nós se não fossem as quebras, os imprevistos, o subliminar, o não dito, o olhar que quer dizer algo, a palavra certa dita na hora errada e a hora errada pra se fazer a coisa certa...?
Se navegar é preciso e viver não é preciso, chego à conclusão que tanto faz errar ou não. No final, Deus há de nos perdoar por ter-nos feitos imperfeitos.

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