Quando o ano terminar, termina
com ele estas palavras. Vira-se a página deste livro 2011. Começa então o
amanhã.
Quando o ano terminar, termina
também nossa oportunidade de realizarmos as promessas feitas no fim do ano
passado, no começo e no meio deste ano. Começa então o amanhã. Não sei como
será o amanhã, pois há planos e cotidiano. E quantos planos não foram feitos,
lembra?
Andei por aí com a cabeça cheia
de planos este ano. Talvez não seja boa ideia escrever planos em folha branca com
lápis grafite ou escrevê-los no chão com carvão e até mesmo publicá-los nas
paredes da virtualidade. Afinal, no mundo virtual tudo está visível para
qualquer um ver ou quase tudo.
Andei por aí sonhando coisas,
muitas coisas. A cabeça voava alto, estava a mil por hora. Lembro que neste ano
sonhei mundos e situações possíveis. Até fui dormir mais tarde pra ver se sonhava
acordado.
Andei por aí a desejar coisas
proibidas, pecaminosas, não aconselhadas. Se os dez mandamentos fossem vinte,
ainda não daria conta. Mas como ser diferente? Faz parte de nós. Se fosse pra
ser diferente, que isto não fizesse parte da condição humana. E meu corpo ardeu
de desejo todo este ano.
Mas a vida é isto: uma somatória
de planos, de sonhos e de desejos realizados ou não. Se em 2012 couber, vou
andar por aí pelo amanhã como quem não tivesse planejado, sonhado e desejado o
suficiente.
10, 9,8,7,6,5,4,3,2,1...

1 comentários:
Este texto me lembrou (não sei porque) um trecho do artigo do Tiago Petrik intitulado A Década dos Sonhos Perdidos, publicado na Bravo, sobre os anos 80. E fala assim: "... tudo continuou mais ou menos na mesma, com a ingenuidade seguindo o curso próprio das ingenuidades, e se convertendo em desilusão". Sei lá, só lembrei rs. Acho que o clima da 'virada' deixa muita esperança, mas quando olhamos pra trás, vemos os planos que fizemos e o que fizemos dos nossos planos... Enfim... blá blá blá
Em 2012 mais amor e humor, mais poesia e alegria! Para todos nós!
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