28.12.11

Quando o ano terminar


Quando o ano terminar, termina com ele estas palavras. Vira-se a página deste livro 2011. Começa então o amanhã.
Quando o ano terminar, termina também nossa oportunidade de realizarmos as promessas feitas no fim do ano passado, no começo e no meio deste ano. Começa então o amanhã. Não sei como será o amanhã, pois há planos e cotidiano. E quantos planos não foram feitos, lembra?
Andei por aí com a cabeça cheia de planos este ano. Talvez não seja boa ideia escrever planos em folha branca com lápis grafite ou escrevê-los no chão com carvão e até mesmo publicá-los nas paredes da virtualidade. Afinal, no mundo virtual tudo está visível para qualquer um ver ou quase tudo.
Andei por aí sonhando coisas, muitas coisas. A cabeça voava alto, estava a mil por hora. Lembro que neste ano sonhei mundos e situações possíveis. Até fui dormir mais tarde pra ver se sonhava acordado.
Andei por aí a desejar coisas proibidas, pecaminosas, não aconselhadas. Se os dez mandamentos fossem vinte, ainda não daria conta. Mas como ser diferente? Faz parte de nós. Se fosse pra ser diferente, que isto não fizesse parte da condição humana. E meu corpo ardeu de desejo todo este ano.
Mas a vida é isto: uma somatória de planos, de sonhos e de desejos realizados ou não. Se em 2012 couber, vou andar por aí pelo amanhã como quem não tivesse planejado, sonhado e desejado o suficiente.
10, 9,8,7,6,5,4,3,2,1...

1 comentários:

Cacau Maria disse...

Este texto me lembrou (não sei porque) um trecho do artigo do Tiago Petrik intitulado A Década dos Sonhos Perdidos, publicado na Bravo, sobre os anos 80. E fala assim: "... tudo continuou mais ou menos na mesma, com a ingenuidade seguindo o curso próprio das ingenuidades, e se convertendo em desilusão". Sei lá, só lembrei rs. Acho que o clima da 'virada' deixa muita esperança, mas quando olhamos pra trás, vemos os planos que fizemos e o que fizemos dos nossos planos... Enfim... blá blá blá
Em 2012 mais amor e humor, mais poesia e alegria! Para todos nós!