22.1.12

Como um texto










No seu peito um toque acelerado. Suas mãos suavam, seus gestos eram confusos; seu olhar, ao mesmo tempo, atento e nervoso. A fala, entrecortada, se perdia entre talvez, não sei e preciso ir. Mas no fundo, ensaiava uma aparente calma e controle da situação. Passados alguns minutos decidiu partir, pois aquela situação era como um texto que se sabe como começa, mas não sabe como termina. E tinha medo disso, pois disso todos têm um pouco de medo.

1 comentários:

Cacau Maria disse...

Seríamos mais livres sem o medo.

Muito bom o texto. E bem... táctil rs